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Trabalho escravo

Pernambucanas é multada em R$ 2,5 mi

11.12.14

A Justiça do Trabalho condenou a rede varejista Pernambucanas a pagar multa de R$ 2,5 milhões por ter utilizado mão de obra que trabalha de forma análoga a de escravos na produção de suas roupas, de acordo com o Ministério Público do Trabalho, responsável pela ação que resultou na condenação.

Entre 2010 e 2011, na produção de duas de suas marcas, Argonaut e Vanguard, a empresa teria violado a lei, segundo o MP.

Ao menos 31 estrangeiros do Peru, Bolívia e Paraguai foram encontrados trabalhando em condições degradantes em oficinas de costura. A jornada de trabalho, segundo os relatos colhidos, era superior a 14 horas diárias em locais sem higiene e segurança.

Em nota, Casas Pernambucanas informa que vai recorrer da decisão.  

Outras tantas grandes empresas verejistas têm sido denunciadas recentemente por se envolverem em casos de trabalho análogo ao escravo, no Brasil, dentre elas a marca de roupas espanhola Zara (Inditex) e a M5 Indústria e Comércio Ltda, dona da marca M.Officer.  A grife Le Lis Blanc também esteve envolvida em denúncia, bem como a GEP Indústria e Comércio, empresa que detém as marcas Luigi Bertolli, Cori e Emme.

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