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Publicidade financiará restauração do Copan
O edifício Copan, projetado por Oscar Niemeyer e Carlos Lemos, em São Paulo, será o primeiro prédio a abrigar anúncio em sua fachada durante restauro, três anos e meio depois de ter entrado em vigor a lei Cidade Limpa.
Regina Monteiro, diretora da Emurb (Empresa Municipal de Urbanização), o uso de publicidade em "melhorias urbanas, ambientais e paisagísticas" está previsto na lei, mas até agora esse artigo, de número 50, não havia saído do papel.
A expectativa da Emurb é que o restauro do Copan funcione como publicidade dessa possibilidade da lei e que prédios históricos como o Esther, o primeiro edifício modernista da cidade, sejam recuperados por anunciantes.
Na avaliação de Regina, o uso de publicidade para restauro demorou para sair do papel porque "o mercado publicitário está muito guloso", disse à Folha de S.Paulo, referindo-se ao tamanho dos anúncios.
O Copan já teve projetos recusados. "Queriam colocar uma peça que cobria quase toda a fachada. Era ostensiva demais, dava para ver da Lua. Assim não passa."
A fachada do Copan tem 45 mil m² e o restauro custará de R$ 35 milhões a R$ 40 milhões, segundo Rafael Nasser e Silva, da Refix, empresa especializada nesse tipo de obra. "Se o anúncio não tiver certo porte, não dá para pagar uma reforma com esse valor. Publicitários querem retorno."
O artigo sobre o uso de publicidade não tem critérios sobre o que pode ou não. Os projetos precisam ser aprovados um a um pela Comissão de Proteção Urbana.