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Campanha contra aumento de imposto de cigarro será julgada
Depois de receber sete reclamações, o Conar (Conselho de Autorregulamentação Publicitária) abriu processo, no último dia 25, para julgar a campanha "Imposto cresce, crime agradece" (assista aos filmes abaixo).
Aberto o caso, a entidade recebeu outras 10 reclamações contra os comerciais. As denúncias consideram que a comunicação faz "propaganda velada de cigarro", que é proibida por lei há 16 anos.
Os comerciais, do FNPC (Fórum Nacional contra a Pirataria e Ilegalidade) - entidade que tem entre seus associados as gigantes do tabaco Philip Morris e Souza Cruz - trazem mensagem que denuncia o contrabando de cigarro.
Um dos filmes é protagonizado pelo ator Jackson Antunes, e o outro, por Caco Ciocler. Eles questionam o aumento de tributos sobre o produto. Nos comerciais, um suposto contrabandista diz: "Para nós, quando aumenta o imposto do cigarro é muito bom. É muito, muito lucrativo! Agradecemos o governo. É mais fácil e muito melhor o cigarro do Paraguai do que armas e drogas."
As peças terminam com o apelo dos atores: "Eu sou contra o aumento de imposto porque isso aumenta o contrabando feito pelo crime organizado. E você, já pensou nisso?"
O Conar deverá julgar o caso em julho. Não há medida liminar contra a campanha até o momento, portanto, os filmes podem ser veiculados normalmente.