Acesso exclusivo para sócios corporativos

Ainda não é Sócio do Clube de Criação? Associe-se agora!
Acesso exclusivo para sócios corporativos
Ainda não é Sócio do Clube de Criação? Associe-se agora!
Mentor Neto e a jornada de sucesso de um anti-herói na web
"Não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos". A frase de Nelson Rodrigues é uma espécie de bússola para Mentor Neto, vp de criação e sócio da Bullet. Na Sala Globosat, o publicitário dividiu um pouco sobre sua trajetória como "comentarista de redes sociais" e contou como seu conteúdo acabou migrando para outras mídias, em especial as tradicionais - uma rota pouco comum em tempos de "influenciadores".
Neto, que já havia tido um blog e era um dos redatores do blog de tendências "Update or Die", foi um dos primeiros brasileiros a usar o Twitter, com o perfil @Neto. Por lá, começou a narrar pequenas crônicas sobre a vida cotidiana. "Despretensiosamente, fui criando uma audiência. Depois, migrei para o Facebook", afirma. O método no site de Zuckerberg foi pouco convencional. Ele nunca criou uma página. Ao contrário, optou por continuar escrevendo em seu perfil pessoal que se tornou aberto para seguidores. "Isso deu um tom de intimidade que é o que sinto que meus leitores mais gostam", revelou.
Junto à intimidade, Neto criou uma espécie de jornada digital do anti-herói baseada em sarcasmo, interação e alimentação dos trolls, algo que iria contra qualquer manual de estratégia de marca. "Faz parte da minha verdade e percebi que essas pessoas que só reclamam também esperam uma resposta", justificou. A estratégia pouco convencional provou-se acertada quando Neto viu um de seus posts na capa do jornal The New York Times. Na ocasião, ele falava sobre a presidente Dilma. Por causa da repercussão dos posts, Mentor publicou dois livros, assina uma coluna na IstoÉ - a qual diz 'odiar' escrever - e ganhou um programa na Rádio Globo ao lado da jornalista Mariana Godoy. Somadas as mídias em que distribui seu conteúdo, calcula alcance de 800 mil pessoas.
Mas nem tudo são likes. A autenticidade nas redes já lhe custou apuros. Na palestra, Neto relembrou casos em que seus comentários envolveram clientes da agência e acabou com as orelhas puxadas por Fernando Figueiredo, seu sócio. "Como ainda não descobri como ganhar dinheiro e a Bullet é o meu negócio, nesses casos, deleto o post na hora", afirmou.
E se Neto fosse uma marca?
Se os conhecimentos adquiridos por Neto pudessem ser aplicados à estratégia de uma marca, o principal insight seria conhecer muito bem sua audiência e tudo o que a envolve: frequência de consumo dos posts, temas preferidos, horários mais relevantes de publicação, entre outros pontos. "É preciso acompanhar o resultado por conta própria. Claro que as ferramentas digitais ajudam, mas elas não vão te dizer o que seu público quer. Você tem que descobrir por conta própria", declarou.
Questionado pela plateia, Neto ainda comentou a ascensão dos "influenciadores" digitais. "Tenho muita dúvida sobre o termo e não me considero um deles. No fundo, eles estão sendo contratados, não sei se as pessoas realmente acreditam no que eles postam e quanto tempo mais essa dinâmica vai sobreviver". No entanto, o publicitário entende a aposta das companhias nestes canais. "As marcas estão certas em capitalizar em cima da audiência deles, porque ninguém as procura organicamente. Você não acorda um dia e sente vontade de acessar a página da Skol no Facebook. Tem de ser provocado", finalizou.
Raissa Coppola
Serviço:
Festival do Clube de Criação 2017
Quando: Setembro, 16, 17 e 18 - 2017
Local: Cinemateca Brasileira - São Paulo – Brasil
Largo Senador Raul Cardoso, 207, Vila Clementino
www.festivaldoclubedecriacao.com.br
https://www.facebook.com/clube.clubedecriacao
https://twitter.com/CCSPoficial
#FestivaldoClube2017
Hosted by: Clube de Criação