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Festival do Clube 2022

Caminhos para as produções audiovisuais sustentáveis

31.10.22

Reduzir o número de viagens, especialmente as aéreas, é uma das principais ações que podem ser adotadas pelas empresas que querem reduzir a emissão de CO2. Essa é a orientação dada ao mercado de audiovisual pela iniciativa Green The Bid, que protagonizou o painel “É preciso neutralizar as pegadas de carbono das produções audiovisuais”, realizado no Festival do Clube de Criação 2022, no Memorial da América Latina, em São Paulo.

Colocando em prática a própria recomendação, Kat Friis, uma das cofundadoras do movimento, optou por fazer sua apresentação de forma virtual, ao invés de viajar de Los Angeles (EUA) para a capital paulista – a decisão também foi tomada pelos demais cofundadores da Green The Bid, que deixaram para o público um vídeo sobre a ação deles e a neutralização de carbono no setor.

Entrevistada virtualmente por Vanessa Moriya, fundadora da Set Sustentável e diretora de cena da Pródigo, Kat começou a conversa contando que é filha de mãe brasileira, de Teófilo Otoni (Minas Gerais), mas pouco arriscou palavras em português.

Foi a paixão pelo tema sustentabilidade e a observação das práticas do mercado que a levaram a fundar a iniciativa. “Começou com cinco pessoas que queriam fazer a diferença, Sabíamos que poderíamos mudar o negócio em termos de meio ambiente”, disse ela, que além de atuar no Green The Bid é CPO da Phenomenon LA e tem no currículo um Emmy Award, em 2016, pela campanha "Love has no labels", assinada pela R/GA para o Ad Council (leia mais sobre Kat aqui).

O painel foi dividido em duas partes. Primeiro, a exibição do vídeo, com duração de dez minutos. Depois, a conversa ao vivo. Antes de iniciar a entrevista com Kat, Vanessa, da Set Sustentável, disse que é um “momento de guerra mundial, de pautas políticas, mas estamos esquecendo do aquecimento global. E, se não cuidarmos disso, não vamos ter pauta nenhuma para cuidar daqui a alguns anos”.

Vanessa perguntou a Kat quais os maiores desafios da indústria audiovisual para alcançar as metas de sustentabilidade. Ela pontuou que, além da grande emissão de carbono com transporte, o armazenamento de dados e o desperdício de alimentos são grandes vilões. “Não há razão nenhuma para jogar comida no lixo”, destacou.

Ela falou sobre algumas opções que podem ser consideradas para locações visando a sustentabilidade, como um cruzeiro marítimo ou até algo mais simples, como o uso de materiais como alumínio no ligar do plástico. Kat observou que a Green The Bid fornece muitas dicas de como compensar o carbono gerado com comerciais, filmes e outras produções.

A sócia da Set Sustentável salientou que cenografia e construção são grandes responsáveis pela geração de lixo. E que isso acontece até mesmo quando vão ser produzidas campanhas para falar de sustentabilidade. “A gente trabalha com uma coisa importante que é produto e consumo. Não tem de parar de consumir: é a forma como se consome”, defendeu. Para Vanessa, as agências precisam lembrar aos clientes que não basta ter um produto verde, se no momento de divulgação não se cuidar do meio ambiente.

No vídeo da Green de Bid feito especialmente para o Festival do Clube, Gabi Kay, Jessie Nagel, Julian Katz e Michael Kaliski chamaram atenção para a necessidade da indústria de audiovisual mudar, visando práticas sustentáveis e regenerativas, até alcançar desperdício zero e neutralidade de CO2. Kat Friis também participou do bate-papo feito para o vídeo.

A produção audiovisual emite milhares de toneladas de carbono por ano, além de milhares de toneladas de lixo”, alertou Jessie. Ao constatarem essa realidade e verem que não havia muitos exemplos de boas práticas nesse mercado para tomarem como inspiração, eles decidiram fundar a Green The Bid.

A iniciativa não é uma consultoria e sim uma plataforma que reúne pessoas e empresas que se comprometem a compartilhar boas práticas e experiências entre si e a defender a adoção de práticas sustentáveis junto ao setor. Os membros têm acesso a recursos gratuitos, recomendações e ferramentas de medição de carbono, por exemplo. “Há uma variedade de recursos fáceis de usar. São orientações para ajudar a criar processos mais sustentáveis e regenerativos”, afirmou Kaliski.

A Green The Bid reúne todo o ecossistema ligado ao audiovisual: agências, clientes, empresas de produção e pós-produção e até fornecedores e empregados. Kat trouxe alguns exemplos de ações que podem ser adotadas, como a compostagem no escritório. “A pós-produção pode olhar para a pegada de carbono no armazenamento de dados”, sugeriu.

Coube a Gabi explicar como ser um membro da Green The Bid. Como organização sem fins lucrativos e que visa democratizar o acesso às informações, eles não cobram mensalidade. Recebem doações e pedem que as marcas e agências “que separem 1% do orçamento das produções para as ações sustentáveis”.

Carol Massaro

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Serviço:

10º Festival do Clube de Criação

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