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Poesia, em filme criado pelo coletivo Papo Pretx, da Leo Burnett
No mês da Consciência Negra, o coletivo Papo Pretx, grupo de profissionais pretxs da Leo Burnett Tailor Made, apresenta um filme (assista abaixo), desenvolvido a partir da poesia de um colaborador da agência, o estagiário Luiz Gutierre, da área de mídia.
A narração aborda o ano de 2020 em versos como "20/20. Vim te visitar. Vim te perguntar como você está. Se sua calma na alma vai se manter quando o ano acabar. Vim te dizer que tudo vai passar", que carregam uma mensagem de encorajamento, enquanto as cenas procuram mostrar a representatividade da negritude e a força de sua ancestralidade.
"Nosso intuito foi apresentar um trabalho que falasse da gente para todo mundo, de como somos, como pensamos, o que gostamos de fazer. Esse filme é um manifesto de empoderamento preto e de aliança para que a gente possa construir um país mais justo, com equidade social e profissional", pontua Samanta Germano, gerente de atendimento da Leo Burnett e que integra o coletivo.
Ricardo Souza, da produtora Butterfly Coletivo, que também é negro, assina a direção de cena do filme. A trilha é da Tesis.
A peça é uma das iniciativas desenvolvidas com foco no Mês da Consciência Negra pelo coletivo. O Papo Pretx foi criado há quase um ano com a missão de ajudar a "diversificar o ambiente publicitário, alinhando propostas, expectativas para a visibilidade do povo preto na comunicação".
Esse mês, estão sendo produzidos conteúdos como newslettesr, lives, podcast e e-mail marketing para estimular a reflexão sobre representatividade na indústria publicitária.
"A cada 23 minutos um negro morre no Brasil e, com a pandemia, a condição de ser preto no país só se agravou, já que a comunidade é a mais afetada em questões de saúde pública. Brancos e negros têm um problema, e precisamos lidar com isso juntos. É urgente", enfatiza Samanta.
O coletivo pretende ajudar a trazer à luz o tema da "conscientização racial", o processo de "descolonização do pensamento", evidenciando, entre outras coisas, o fato de que a inclusão racial não é um viés filantrópico, mas uma cultura corporativa. "Representatividade importa, mas o pertencimento também", ressalta Juliana Oliveira, do time de atendimento da Leo Burnett e que também integra o coletivo.