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Material didático traz publicidade
Livros didáticos adotados por escolas privadas do Chile, voltados a estudantes menores de 12 anos, estão trazendo em suas páginas peças publicitárias que divulgam marcas como a Claro e a Nestlé, por exemplo.
Os anúncios aparecem entre diálogos de personagens infantis e inseridos em exercícios de leitura em voz alta, segundo informa o Opera Mundi e o Estadão.
Em alguns livros, as peças aparecem em página inteira. Em outros, sites de empresas privadas estão indicados no final das lições, como sugestão de leitura para os estudantes.
O Ministério da Educação defende o valor educativo dos textos publicitários, mas, diante das crescentes reclamações de pais e professores, começou a admitir que talvez a iniciativa tenha ido longe demais.
As editoras garantem que não recebem por divulgar os anúncios. Pelo contrário, pedem autorização às empresas.
Carmen Ureña, vice-diretora do Grupo Santilla Chile, uma das maiores editoras do país, diz que a utilização de marcas reais nos textos de Linguagem e Comunicação não constitui de forma alguma publicidade porque a editora não recebe dinheiro destas empresas para que figurem no material pedagógico.
O ministro da Educação, Joaquín Lavín, defendeu-se dizendo que as peças publicitárias pretendem somente "fazer com que as crianças enfrentem melhor a publicidade a qual estão expostas todos os dias, nas ruas e na televisão".
No entanto, Lavín reconheceu que as peças "deveriam ser fictícias, para que as crianças aprendessem sobre propaganda sem que fossem expostas a uma marca determinada".