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O Espaço é Seu

Na era da hiperconexão, como escalar desejo (Fabiane Abel)

31.03.25

Influência e conteúdo: como marcas podem escalar desejo e relevância na era da hiperconexão

A forma como as marcas constroem desejo e relevância nunca foi tão desafiadora – e, ao mesmo tempo, cheia de oportunidades. Com as redes sociais ditando o ritmo da comunicação, a atenção cada vez mais fragmentada e comunidades digitais hiper engajadas, não basta criar campanhas impactantes. O que realmente faz diferença é a capacidade de gerar conexões genuínas e sustentáveis com as pessoas.

Por muito tempo, marcas trataram earned media, influência e conteúdo como áreas separadas. Mas a verdade é que, na economia da atenção, onde 86% das pessoas confiam mais na recomendação de alguém do que na comunicação direta das marcas (Nielsen, 2023), o diferencial está justamente na interseção desses mundos.

Entender essa dinâmica é crucial para qualquer marca que queira se destacar, especialmente considerando que apenas a presença digital não é mais suficiente. As marcas devem estar inseridas nas conversas certas, de maneira legítima, para realmente criar relevância e, como consequência, impulsionar negócios. Esse é o ponto de partida para um modelo de comunicação Social First, que é fundamental para conectar as marcas com o público de maneira mais eficaz, amplificando mensagens com autenticidade e transformando campanhas em movimentos culturais.

Social First na prática: muito além da adaptação de formatos

Muitas marcas ainda enxergam Social First como um processo de adaptação de campanhas criadas para outros formatos. Mas, na verdade, a lógica precisa ser inversa. Em vez de adaptar, é preciso criar já dentro do universo social, considerando a linguagem, o comportamento e as dinâmicas das redes.

Além disso, o papel dos criadores de conteúdo nunca foi tão relevante. Em um ambiente saturado de informações, esses "influenciadores" são os novos aceleradores das mensagens de marca, contribuindo para que elas cheguem de maneira mais orgânica ao público. Ao colaborar com criadores, as marcas não apenas amplificam suas mensagens, mas também adicionam autenticidade à sua comunicação.

Alguns pilares dessa abordagem incluem:

Pensamento nativo de plataformas: cada rede tem sua própria cultura, formatos e formas de engajamento. O que funciona no TikTok pode não ter o mesmo impacto no Instagram ou no X (antigo Twitter).

Creators como aceleradores de marca: a comunicação tradicional está dando lugar a um ecossistema onde criadores têm um papel fundamental na amplificação das mensagens.

Narrativas contínuas, não apenas campanhas pontuais: marcas que realmente constroem desejo e relevância não aparecem apenas quando têm um produto para vender – elas se tornam parte ativa da cultura e das conversas do dia a dia.

O futuro das marcas na economia da atenção

Hoje, ficar à margem do fluxo cultural não é mais uma opção. Para competir por relevância, as marcas precisam de estratégias dinâmicas, integradas e conectadas com as conversas que importam para as pessoas.

E isso não significa estar em todas as plataformas, mas sim entender como participar de forma legítima e duradoura das conversas certas. Na era da hiperconexão, quem souber equilibrar criatividade, influência e estratégia terá um espaço garantido na cultura – e no coração dos consumidores.

Fabiane Abel, head de broadcasting na Droga5 São Paulo

Leia matéria complementar sobre social first x Unilever aqui.

Leia texto anterior da seção "O Espaço é Seu" aqui.

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