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Vamos falar sobre AIFobia? (MlkBrutal)
A inteligência artificial está se infiltrando no audiovisual de um jeito que há poucos anos parecia ficção científica.
Vídeos gerados por AI aparecem nos feeds, nas campanhas publicitárias e até em experimentações cinematográficas. E, claro, o hate já veio com força. “Não é original”, “só recicla referências”, “parece tudo igual”. Mas, sejamos sinceros: a publicidade sempre se baseou em referências. Criar um filme publicitário é, no fundo, uma grande curadoria de elementos que já foram usados antes, com um olhar novo, um twist, um algo a mais. Será que a AI não pode fazer parte desse processo de um jeito interessante?
E será mesmo fácil criar com AI? Bom, gerar imagens genéricas de astronautas fluorescentes ou tigres geométricos pode até ser. Mas fazer algo realmente fresh, que fuja do clichê e tenha impacto, exige estudo, técnica e um olhar apurado.
AI não é um atalho para a falta de criatividade – é uma ferramenta que, nas mãos certas, pode expandir o que entendemos por audiovisual.
Lembra quando o digital chegou e substituiu a película? No começo, diziam que o digital nunca teria o mesmo charme, a mesma textura, profundidade, a mesma “alma”.
Hoje, smartphones captam imagens em 4K, cineastas independentes fazem filmes com equipamentos antes inacessíveis e o audiovisual se tornou mais democrático.
O mesmo pode acontecer com os vídeos em AI: abrir espaço para novas vozes, novas narrativas e novas estéticas.
Ah, e um toque para os artistas e marcas que estão surfando nessa onda: não vamos cair na mesmice. Se é para usar AI, que seja para criar algo inesperado, com estética inovadora e narrativas que desafiem o comum. AI não é o fim da criatividade: é um convite para explorar territórios inexplorados.
Em breve veremos blockbusters inteiramente criados por inteligência artificial. Muitos serão ruins, assim como e filmes convencionais também são. Mas também surgirão obras incríveis, que hoje nem conseguimos imaginar.
O verdadeiro ponto não é se AI é arte ou não (convenhamos, essa conversa já deu). O que importa agora é como tornar essa tecnologia mais sustentável, já que os data centers que treinam essas inteligências estão consumindo energia em níveis astronômicos.
Se o futuro for mesmo digital, que pelo menos seja consciente.
MlkBrutal, diretor de cena da Pródigo Filmes
Leia texto anterior da seção "O Espaço é Seu" aqui.