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Mínima em filme para farmácias Panvel
Clique aqui e confira filme criado e produzido pela Mínima, de Porto Alegre, para a rede de farmácias Panvel.
O vídeo tem 4 minutos de duração e é o primeiro 'branded content' veiculado pela marca.
Direção e roteiro são de José Pedro Goulart, que baseou seu trabalho em crônica, publicada em um de seus livros, que você poderá ler na íntegra, abaixo.
O conceito é Você Sempre Bem. O roteiro fala de um pai e de uma mãe que, para adiar o sofrimento da filha de 5 anos, após a morte do seu peixe Lilinho, compram um outro peixinho e colocam no seu lugar sem que ela perceba.
Crianças, diz a narração do pai no filme, não deveriam saber de nada ruim, somente que os peixes nadam, os passarinhos voam e os avôs avoam.
As filmagens foram realizadas na zona Sul de Porto Alegre e no elenco estão os atores Leonardo Machado (pai), Nina Moraes (mãe) e Amábile Wessler Comandolli (menina).
O filme será apresentado nas salas de cinema GNC de Porto Alegre e veiculado nos intervalos da Rede Globo. Também será exibido na internet.
Ficha Técnica
Produção: Mínima
Criação e Direção: José Pedro Goulart
Direção de Fotografia: Alex Sernambi
Direção de Arte: Bernardo Zortea
Direção de Produção: Sandro Dreher
Produção de Figurino: Márcia Nascimento
Produção de Elenco: Eliane Wengrover
Coordenação de Produção: Sílvia Penna e Mariana Moraga
Montagem: Mariana Moraga
Finalização: Cinepro
Produção de Som: Gogó Conteúdo Sonoro
Produtora de Som: Rita Zart
Trilha: Léo Henkin
Arranjo de Cordas: Celau Moreyra
Mixagem: Felipe Puperi
Desenho de Som: Tiago Bello
Atendimento de Som: Claudia Lampert
Crônica que se transformou no roteiro do filme:
A história do Lilinho
Querida filha, só estou escrevendo esse texto porque você ainda não sabe ler. Do contrário, eu não escreveria. É que você ia ficar bem chateada em saber que o seu peixe, o Lilinho, morreu.
De modo que aquele que está no seu aquário agora é bem parecido, mas não é o Lilinho. Sua mãe - as mães são assim -, sem que você soubesse, resolveu comprar outro e por no lugar dele. Foi uma coisa bem rápida, filha: você acordou, contou que o Lilinho estava dormindo de maneira estranha, "de cabeça para baixo" e logo vimos o tamanho do problema.
Foi então que tivemos que decidir entre contar a verdade ou driblar o destino. Deixar que essa fatalidade tomasse conta do seu coraçãozinho em formação ou desafiar as possíveis consequências de uma mentira como essa. E se você notasse? E se você viesse a perceber a diferença de tamanho? Ou pior, se descobrisse uma nadadeira a menos?
Ainda bem que nada disso aconteceu. Ainda bem, minha filha. Seus pais conseguiram adiar minimamente esse sentimento terrível que a perda dá. Fatalidades não são algo que crianças tem que saber. Crianças, aliás, não deveriam saber de nada ruim - somente que os peixes nadam, que os passarinhos voam, e que os avôs avoam.
Por isso mesmo é que estou aqui, contando essa história. Para que você um dia saiba que a sua mãe e o seu pai interferiram no circuito; e deixaram ele menos curto. Fica então uma dica pra você, sempre que possível, interfere: nada precisa ser como é.