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Trabalho escravo

Le Lis Blanc é envolvida em denúncia

30.07.13


Uma ação de fiscalização do Ministério do Trabalho encontrou indícios de que 28 trabalhadores bolivianos – incluindo uma adolescente de 16 anos – estavam sendo explorados como escravos em três oficinas, em São Paulo, a serviço da Restoque, empresa proprietária das grifes Le Lis Blanc e BO.BÔ, segundo o site da ONG Repórter Brasil.



A equipe do Ministério do Trabalho constatou que os bolivianos viviam em espaços pequenos, dormindo em beliches, e cumpriam jornadas exaustivas.



O crime de tráfico de pessoas para exploração do trabalho em condição análoga à de escravo é previsto no Protocolo Adicional à Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional Relativo à Prevenção, Repressão e Punição do Tráfico de Pessoas, e na Instrução Normativa nº 91 da Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego. A pena varia de dois a oito anos de reclusão, além de multa.



A Restoque afirmou, em nota: "Recebemos em 22 de julho de 2013 autuação do Ministério do Trabalho e Emprego envolvendo empresas que não conhecemos e com as quais não temos relacionamento. Tal autuação envolve valores estimados entre R$ 50 mil e R$ 150 mil. Cumprimos integralmente a legislação trabalhista nas relações com nossos colaboradores e tomamos os mesmos cuidados com nossos fornecedores. Analisaremos as bases de tais autuações e apresentaremos defesa oportunamente".



Em março, a GEP, que é formada pelas marcas Emme, Cori e Luigi Bertolli, e que pertence ao grupo que representa a grife internacional GAP no Brasil, foi acusada de usar mão de obra em condição análoga à escrava, leia aqui.



Em 2011, a Zara foi envolvida em denúncia de trabalho análogo ao escravo, leia aqui.



Leia sobre punição sofrida pelo McDonald's por problemas trabalhistas aqui.



Leia matéria do jornal O Globo na íntegra aqui.


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